Uma experiência marcante na vida amorosa de uma repórter

walk8.690x460A 4ª edição da         “Caminhada do Amor” reuniu casais em diversos estados do Brasil e também em outros países. Os organizadores do evento, Renato e Cristiane Cardoso, estiveram presentes no Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista (foto ao lado), e deixaram orientações importantes a todos os participantes.

A repórter Ana Carolina Cury participou da caminhada juntamente com o namorado (fotos abaixo). Ela narra como foi esse momento para o casal. Leia:

Trim! Trim! Trim! Tocava o despertador anunciando mais um dia que começava. Acordar às 7 da manhã em um sábado é algo raro para mim, mas o alarme soava como uma música clássica, tamanha era a minha empolgação. Levantei disposta e logo fui me arrumar. Aquela seria uma manhã especial e a curiosidade sobre como seria a “Caminhada do Amor” dominava os meus pensamentos. Eu nem imaginava o que estava por vir.

Quando fui escalada para cobrir o evento, acreditei que eu entrevistaria os participantes e escreveria uma reportagem dentro dos padrões comuns, só que dessa vez foi de uma forma diferente: participei e tive a oportunidade de descobrir coisas que não havia pensado antes a respeito do meu relacionamento, do meu namorado e de mim mesma.

Namoro há 2 anos, mas nós (eu e o Giuliano, de 25 anos, internacionalista – bacharel em relações internacionais) nos conhecemos há 8. Aliás, o sentimento nasceu desde quando nos vimos pela primeira vez, na escola. De lá para cá amadurecemos e decidimos firmar o compromisso.

28_04_2015_10_23_44Nesse tempo, encontrar a melhor forma para expressar o que sentia ou o que pensava sobre nós e o futuro era como resolver uma equação de física para mim, uma tarefa muito, mas muito difícil. E, assim como muitos homens, meu namorado nunca foi fã das famosas “DRs” (discutir a relação).

 

Expectativa

Os participantes da “Caminhada do Amor” receberam um kit especial, com camiseta e orientações. Quando recebi o meu, dei uma espiadela nas perguntas que vieram e logo pensei: “Como vou falar?” Como devo responder? O que será que ele irá dizer nessa pergunta?” Comecei a ensaiar mentalmente as respostas – assim como acredito que muitos fizeram. Mas, quando ouvi o CD de orientações, em que Renato e Cristiane Cardoso deixaram dicas para que a caminhada fosse algo positivo ao casal, percebi que aquele seria o momento ideal para deixar de lado o receio de conversar sobre a relação, conhecê-lo mais, e ter a certeza sobre o namoro.

No trajeto para o Parque do Ibirapuera percebia a animação do meu namorado por estar comigo naquele momento. Aquela, para mim, foi a resposta da minha primeira pergunta: “Será que ele tem a vida amorosa como prioridade assim como eu?” O fato de ele estar indo soou para mim como “sim, ele se importa”.

Ao chegar, desfrutamos uma sensação de bem-estar que eu não tinha havia tempos, uma vez que, por conta da correria do dia a dia, deixei um pouco de lado os passeios ao ar livre. Além do verde que nos rodeava, das pessoas fazendo exercícios matinais, das crianças brincando e dos lindos cachorros que ali passeavam com os donos, o clima, mais do que saúde, inspirava romantismo. No caminho para o ponto de encontro nos deparamos com vários casais andando de mãos dadas e usando as lindas camisas com o logo “The Love Walk”.

Surpresas

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Uma banda ao vivo fazia um show para todos os casais da “Caminhada do Amor”. Muitas pessoas que estavam no parque se exercitando paravam e sorriam. Elas queriam saber o que era aquele evento: Uma passeata do amor? Um show exclusivo? A união contagiou até mesmo quem estava de fora.

Quando Renato e Cristiane chegaram, logo disseram que aquele era um

 momento para o casal se conhecer, reavaliar a relação e pontuar o que era importante, mas sem discutir ou brigar. Eles contaram algumas experiências que viveram e deram exemplos sobre como perguntar e, principalmente, ouvir. Naquele instante percebi como é essencial a maneira como falamos com o outro, o tom com que se questiona e principalmente a atenção que se dá para escutar.


Renato pediu um aplauso especial a todos os homens ali presentes. “Parabéns

aos homens. Vocês são homens inteligentes e merecem os aplausos pela coragem e dedicação para estar aqui”, disse. Naquela hora eu – assim como quase todas as mulheres – dei uma olhadinha para o lado e soltei um sorriso que demonstrava orgulho. Aquele era um sinal de companheirismo, uma vez que muitos homens só dão atenção à vida amorosa quando a mesma está um caos.

Aprendizado compartilhado

Às 10h30, Renato e Cristiane deram início ao evento, dizendo aos casais quese quisessem podiam caminhar ou sentar em um lugar confortável.  E foi o que fizemos, encontramos um cantinho agradável, nos sentamos e abrimos o guia com as 21 perguntas.

Naquele momento, a minha ansiedade não estava mais ali, era como se a paz tivesse invadido o meu interior e eu estava preparada para responder as questões e ouvir as respostas dele – ainda bem, senão, com certeza, aquela poderia ter sido a caminhada da briga (risos).

Começamos a conversar e aquelas 21 perguntas se tornaram um diálogo agradável e revelador. Ao contar sobre a minha infância, pude perceber o quanto aprendi com ela; ao ouvir sobre qual é a importância da fé na vida dele, reconheci o quanto ela tem nos ajudado. Quando falamos sobre casamento, fiquei muito feliz por saber que temos os mesmos objetivos. Alguns probleminhas e maus entendidos que nos assombravam nesses 2 anos, como, por exemplo, influências de más amizades, a importância das saudáveis e as consequências de palavras mal interpretadas, foram esclarecidos e resolvidos.

Ao nosso redor, presenciamos outros casais que conversavam e aproveitavam o dia juntos, sem interferências externas, sem brigas. Aquele foi um momento único só do amor e de nenhum outro sentimento – muitos decidiram fazer piquenique por lá, uma ótima idéia que pretendo adotar nas próximas caminhadas.

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Quando terminamos nossa conversa, tive a certeza de que o nosso namoro está em um momento especial e que daqui para frente muitas vitórias nos aguardam. Aproveitamos o momento para dar uma volta no parque e tomar uma deliciosa água de coco.  Depois voltamos para o carro e encerramos a nossa viagem do conhecimento verdadeiro um do outro. Desde então, começamos uma nova etapa na nossa vida amorosa, uma fase de mais diálogo, mais compreensão e, com certeza, amor. O dia 25 de abril, sem dúvidas, marcou um novo momento do nosso relacionamento e, mais do que isso, uma nova fase da minha vida.

Por todo o Brasil, estima-se que mais de 26 mil pessoas tenham participado da caminhada.

E você, participou? Deixe seu comentário.

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