Publicada em: 14/12/2007 às 17:22
Saúde


Alimentação da grávida

Agência Unipress Internacional
Gisele Alves

Durante a gravidez, muitas são as mudanças no corpo da mulher. Ao engravidar, o organismo materno sofre um ajuste para providenciar um ambiente propício, que dê suporte à vida e ao bom crescimento do feto. Nesse período, a mãe é a única fonte de alimento para o filho. Sendo assim, caso não coma de forma correta, irá prejudicar o bebê, já que os nutrientes do alimento atravessam a placenta e chegam até o feto.

 Muito se ouve falar que as grávidas devem comer por dois, afinal está levando outra vida dentro do útero. Mas isso não é o correto. O médico-chefe do Ambulatório de Planejamento Familiar do Hospital Universitário Pedro Ernesto, Paulo Gallo, fala sobre o assunto. Segundo ele, quando está no ventre da mãe, o bebê exerce sobre ela uma relação quase que de “parasitismo”.

“Tudo que a mãe ingere vai primeiro para o bebê e o que sobra fica para ela. O importante é uma alimentação balanceada que venha suprir todas as necessidades. Além disso, a gestante apresenta uma tendência para a anemia, por isso precisa fazer uso do ácido fólico e do ferro”, orienta. Essas substâncias são ricamente encontradas em alimentos como: feijão, beterraba e vegetais escuros.

O médico ressalta a importância do ácido fólico também para a formação do tubo neural do bebê, orientando que a grávida faça uso de complexos vitamínicos. Para ele, as proteínas são de importância diária. “A grávida precisa comer proteína em todas as refeições. Podendo escolher entre carne, frango ou peixe”, orienta. De acordo com o especialista, a futura mamãe não deve se apoiar no fato de que a gravidez lhe dá direito de comer por duas pessoas e, assim, abusar das guloseimas.

“Ela deve evitar pães e doces”, recomenda. Gorduras e frituras também não são bem-vindas nessa fase. Segundo o médico, ao acrescentar verduras e legumes, é preciso tomar cuidado com algumas leguminosas como batata e aipim, que são muito calóricas. “O ideal é que a mãe ganhe de 1 quilo a 1 quilo e meio por mês. No final da gravidez terá engordado de nove a doze quilos, o que será bastante razoável, oferecendo facilidade na eliminação deste peso com o término da gestação”, ressalta.

 “A mulher que engorda muito tem um risco maior para algumas complicações como a diabetes gestacional, pré-eclampsia, estrias e uma série de outros problemas”, explica. Ele indica que, além do acompanhamento pré-natal com o obstetra, a futura mamãe tenha também auxílio de uma nutricionista. O médico fala ainda sobre o risco de se alimentar muito de uma só vez. “Na gravidez, existe uma tendência maior ao refluxo, devido ao relaxamento do esfíncter, podendo causar uma esofagite.

O ideal é que a mãe não durma de barriga cheia e divida suas refeições em cinco diárias. Outro fato importante é o complemento com vitaminas, que devem ser usadas juntamente com o ácido fólico”, conclui.


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