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O temido tratamento de canal
11/06/2012

Quando se fala em endodontia, o nome soa familiar, mas não dá medo. Porém, quando falamos em tratamento de canal, a maioria se amedronta e pensa na dor que irá sentir na cadeira do dentista. A verdade é que o tratamento e rápido, na maioria dos casos que levam anestesia, é indolor, e ao contrário do que muitos pensam, não enfraquece os dentes.

O tratamento de canal é necessário quando a polpa dentária (estrutura interna do dente, composta por nervos e vasos ligados à gengiva) é atingida, e isso geralmente acontece quando já existe uma cárie em processo avançado. Problemas dentários repetidos, trincas e fraturas no dente também podem ocasionar danos.

O tratamento

Com o uso de anestesia o tratamento de canal é, na maioria dos casos, indolor. O tratamento se dá pela remoção da polpa, que deve ser prontamente substituída. Em dentes de leite coloca-se no lugar uma pasta obturadora compatível. Em dentes permanentes, substitui-se por cones flexíveis de um material chamado guta percha (semelhante à borracha). Hoje em dia, esse método salva muitos dentes que antes eram condenados à extração.

“Esse procedimento pode ser rápido, principalmente se o dente não estiver infectado, ou seja, sem a presença de bactérias no local. Já quando existe pus, hemorragia ou tumefação (aumento do volume do tecido provocado por inflamação), os tratamentos podem durar duas ou mais consultas”, explica o endodontista Thiago Vitelli.

Sintomas e radiografia

Dor persistente, espontânea ou ocasionada por estímulos (como, por exemplo, ao beber água gelada), é forte indício de que há algum problema com o dente. Essa dor geralmente não cessa nem com o uso de analgésicos. Dificuldade de mastigação e sensação de aumento da pressão dentro do dente também são sintomas comuns.

No entanto, casos em que a pessoa convive com o problema sem nenhum sintoma aparente também existem. A ausência de tratamento pode levar a dores no local, inchaços, abscessos e até à perda do dente. Por isso, é importante também que se faça uma radiografia.

Como evitar

De acordo com o especialista, o principal fator que leva ao tratamento de canal é a presença de processos avançados de cáries. Por isso, a importância de uma boa assepsia bucal.

“Por natureza, a boca humana abriga cerca de 560 espécies de micro-organismos, mas com uma boa higiene eles não chegam a incomodar. Já a má escovação faz com que esses micro-organismos se multipliquem causando cáries e placa dentária”, diz Vitelli.

Mito e verdade

Uma das principais preocupações do paciente, que tem receio de fazer o tratamento de canal, é enfraquecer os dentes. O endodontista explica que isso é um mito, pois o dente que foi submetido ao canal é considerado desvitalizado, e o paciente nunca mais deve sentir dor ou sensibilidade naquele local.

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O temido tratamento de canal
11/06/2012




Quando se fala em endodontia, o nome soa familiar, mas não dá medo. Porém, quando falamos em tratamento de canal, a maioria se amedronta e pensa na dor que irá sentir na cadeira do dentista. A verdade é que o tratamento e rápido, na maioria dos casos que levam anestesia, é indolor, e ao contrário do que muitos pensam, não enfraquece os dentes.

O tratamento de canal é necessário quando a polpa dentária (estrutura interna do dente, composta por nervos e vasos ligados à gengiva) é atingida, e isso geralmente acontece quando já existe uma cárie em processo avançado. Problemas dentários repetidos, trincas e fraturas no dente também podem ocasionar danos.

O tratamento

Com o uso de anestesia o tratamento de canal é, na maioria dos casos, indolor. O tratamento se dá pela remoção da polpa, que deve ser prontamente substituída. Em dentes de leite coloca-se no lugar uma pasta obturadora compatível. Em dentes permanentes, substitui-se por cones flexíveis de um material chamado guta percha (semelhante à borracha). Hoje em dia, esse método salva muitos dentes que antes eram condenados à extração.

“Esse procedimento pode ser rápido, principalmente se o dente não estiver infectado, ou seja, sem a presença de bactérias no local. Já quando existe pus, hemorragia ou tumefação (aumento do volume do tecido provocado por inflamação), os tratamentos podem durar duas ou mais consultas”, explica o endodontista Thiago Vitelli.

Sintomas e radiografia

Dor persistente, espontânea ou ocasionada por estímulos (como, por exemplo, ao beber água gelada), é forte indício de que há algum problema com o dente. Essa dor geralmente não cessa nem com o uso de analgésicos. Dificuldade de mastigação e sensação de aumento da pressão dentro do dente também são sintomas comuns.

No entanto, casos em que a pessoa convive com o problema sem nenhum sintoma aparente também existem. A ausência de tratamento pode levar a dores no local, inchaços, abscessos e até à perda do dente. Por isso, é importante também que se faça uma radiografia.

Como evitar

De acordo com o especialista, o principal fator que leva ao tratamento de canal é a presença de processos avançados de cáries. Por isso, a importância de uma boa assepsia bucal.

“Por natureza, a boca humana abriga cerca de 560 espécies de micro-organismos, mas com uma boa higiene eles não chegam a incomodar. Já a má escovação faz com que esses micro-organismos se multipliquem causando cáries e placa dentária”, diz Vitelli.

Mito e verdade

Uma das principais preocupações do paciente, que tem receio de fazer o tratamento de canal, é enfraquecer os dentes. O endodontista explica que isso é um mito, pois o dente que foi submetido ao canal é considerado desvitalizado, e o paciente nunca mais deve sentir dor ou sensibilidade naquele local.

São Paulo – 99,3 FM

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